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Edvaldo e seu veto injustificável
Publicado em 09/02/2022 19:12
Política

Mantendo sua tradicional política de desvalorização dos servidores como em todas as suas gestões, o prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, nega o Piso Nacional do Magistério.

O prefeito Edvaldo Nogueira disse em público as razões pelas quais vetou o artigo 11 da Lei Orçamentária Anual (LOA), que garante a atualização do piso salarial da categoria, aprovado por unanimidade pelos vereadores e vereadoras no dia 24 de dezembro de 2021.

O gestor municipal afirmou que o artigo “claramente contraria não só a Lei de Responsabilidade Fiscal como a Constituição Federal, que assegura a autonomia dos entes federados em fixar a remuneração de seus servidores”.

É evidente que Edvaldo usa a Lei de Responsabilidade Fiscal à sua conveniência já que a própria lei retira dos limites estabelecidos as Determinações Legais, a exemplo da atualização salarial definida pela Lei 11.738/2008, a Lei do Piso.

Portanto, não há o que se falar em afronta à Lei de Responsabilidade Fiscal.

Contrariando a inconstitucionalidade apontada no veto do prefeito, a própria Constituição Federal garante aos profissionais da educação escolar pública valorização, planos de carreira e Piso Salarial. De forma complementar, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional define a promoção da valorização, assegurando Piso Salarial Profissional e Plano de Carreira do Magistério Público.

Em Aracaju, temos Estatuto – Lei nº 1.358/1988 – e Plano de Carreira e Remuneração – Lei Complementar 051/2001, ambos sempre desrespeitados pelo Prefeito Edvaldo Nogueira.

É importante destacar que a Lei 11.738/2008, que regulamenta o Piso Profissional Salarial dos Profissionais do Magistério Público da Educação Básica é constitucional. O Supremo Tribunal Federal, novamente, em março de 2021, definiu que “é constitucional a norma federal que prevê a forma de atualização do piso nacional do magistério da educação básica”.

Surpreendentemente, Edvaldo Nogueira afirma que a decisão dos Parlamentares do Município de Aracaju, determinando o cumprimento da Lei do Piso, não aponta a fonte dos recursos para custear a despesa.

Edvaldo Nogueira afirma que “é preciso que eles digam de onde vai sair o dinheiro”.

É lamentável que o atual Prefeito de Aracaju ignore a existência do FUNDEB, o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização dos Profissionais da Educação. Fundo criado, quase que exclusivamente, para pagamento da remuneração dos Professores lotados nas escolas.

O FUNDEB Aracaju, somente em 2021, garantiu ao município mais de 160 milhões, e é improvável que o Prefeito desconheça essa importante fonte de recurso. Nesse mesmo ano, o município declarou como despesas pagas com o FUNDEB pouco mais de 143 milhões, o que resultaria numa sobra de 18 milhões, excedendo a “sobra” legal (10%) e incorrendo em improbidade administrativa.

Ainda sobre o financiamento do ensino e improbidade administrativa, precisamos informar à população que Edvaldo Nogueira não utiliza corretamente a principal fonte de recursos para Educação Pública, investindo apenas 18,95% da arrecadação de impostos e transferências, quando a Constituição Federal determina, no mínimo, 25%. Com essa prática recorrente, somando os principais fundos para Manutenção e Desenvolvimento no Ensino, somente em 2021, o prefeito Edvaldo Nogueira retirou de toda a comunidade escolar mais de 100 milhões. Um completo absurdo!

Por fim, precisamos dialogar sobre o fundo criado para garantir o pagamento das/os aposentadas/os, o Aracaju Previdência. Durante as duas décadas de existência, apenas por 4 anos o atual prefeito não o geriu. Então, o principal responsável pelo déficit instalado é Edvaldo Nogueira. Estamos à disposição para equacionar os problemas do nosso Regime Próprio de Previdência Social e garantir seu presente e seu futuro.

Por todas essas razões, consideramos o veto do prefeito descabido e injustificado. O problema da Educação em Aracaju não é dinheiro. O problema é a gestão!

Fonte : Sindipema

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