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Disputas regionais antecipam embates decisivos nas eleições de 2026 em Sergipe
Confrontos políticos em Lagarto, Capela e Itabaiana já movimentam os bastidores e projetam cenários estratégicos para 2028
Por André Morais
Publicado em 05/01/2026 10:20
Noticias

Diferentes grupos políticos já começam a acirrar, nos bastidores, intensas disputas regionais que prometem marcar de forma decisiva as eleições de 2026 em Sergipe. O movimento antecipado de lideranças e alianças evidencia que o próximo pleito estadual será fortemente influenciado por confrontos locais, especialmente em municípios como Lagarto, Capela e Itabaiana, considerados polos estratégicos do tabuleiro político sergipano.

No município do Centro-Sul Sergipano, o cenário aponta para um confronto direto entre os grupos liderados por Sérgio Reis (PSD) e Gustinho Ribeiro (PP). A disputa tende a se materializar tanto na corrida pela Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), com as pré-candidaturas de Ibrain de Valmir (PV) e Hilda Ribeiro (Republicanos), quanto na eleição para a Câmara Federal. Nesse campo, o embate envolve o deputado federal Fábio Reis (PSD), que deve novamente figurar entre os mais votados do estado, e Gustinho Ribeiro, que busca viabilizar seu projeto de reeleição após um período marcado por instabilidade política e dificuldades na formação de chapa.

Em Capela, o município mantém o histórico de uma das rivalidades políticas mais intensas de Sergipe. O embate entre os grupos liderados por Manoel Sukita (PT) e Cristiano Cavalcante (UB) volta a ganhar força e deve se refletir diretamente na disputa pelas oito cadeiras da Câmara Federal. De um lado, o ex-prefeito apoia o deputado federal Ícaro de Valmir (PL); do outro, o deputado estadual articula apoio à deputada federal Yandra Moura (UB), ampliando a polarização local.

Já em Itabaiana, a tendência é de uma disputa concentrada entre os grupos do prefeito Valmir de Francisquinho e de Anderson de Zé das Canas. Este último tenta construir um projeto político ambicioso com foco na eleição municipal de 2028, mas já enfrenta entraves em 2026. Nos bastidores, a principal dificuldade apontada é a falta de consenso dentro da própria base em Itabaiana. O ex-gestor de Frei Paulo é visto por aliados como um perfil individualista e pouco agregador, o que tem limitado sua capacidade de articulação política e pode comprometer seus planos de médio e longo prazo.

 

Diante desse cenário, Lagarto, Capela e Itabaiana despontam como os principais termômetros regionais das eleições de 2026 em Sergipe. As disputas em curso não apenas influenciam o próximo pleito, como também sinalizam movimentos estratégicos e rearranjos políticos que devem ganhar ainda mais força na corrida eleitoral de 2028.

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