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Esquerda e direita entram em rota de colisão pela Alese em 2026
Com vereadores, sindicalistas e líderes conservadores no páreo, disputa promete racha ideológico e renovação forçada na Assembleia de Sergipe
Por André Morais
Publicado em 20/01/2026 13:17
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As eleições de 2026 em Sergipe já começam a desenhar um cenário de forte polarização na disputa por cadeiras na Assembleia Legislativa (Alese). Nomes conhecidos do eleitorado, com posicionamentos bem definidos, devem protagonizar uma corrida marcada pelo embate direto entre campos ideológicos, especialmente entre esquerda e direita.

No campo progressista, a esquerda se movimenta para ampliar sua representatividade no Parlamento estadual. O PSOL, que trabalha pela reeleição de Linda Brasil, confirmou a vereadora Sônia Meire como pré-candidata a deputada estadual, além de poder contar com Dr. Emerson, ampliando o leque de nomes competitivos.

Ainda na esquerda, o professor Dudu (PT) desponta como um dos quadros mais fortes da disputa proporcional. Com base sindical e presença consolidada em Aracaju e Estância, ele tende a ocupar o espaço deixado por Iran Barbosa, tornando-se uma das principais apostas do PT para 2026, que também avalia lançar Camilo Daniel.

Do outro lado do tabuleiro político, a direita também acelera suas articulações. O deputado estadual Luizão Dona Trampi (UB), eleito em 2022 com mais de 18 mil votos, avalia recuar da pré-candidatura ao Senado para focar na reeleição à Alese. A estratégia, que contaria com o apoio do deputado federal Rodrigo Valadares (UB), busca unificar o campo conservador e evitar a pulverização dos votos.

O vereador Lúcio Flávio (PL) já cravou que vai disputar uma vaga no Legislativo estadual, sustentando um discurso ancorado em pautas como família, fé e valores cristãos. Ele deve formar dobradinha com o delegado André David (Republicanos), pré-candidato à Câmara Federal. Outro nome que ganha espaço na direita é o do vereador Pastor Diego (UB), ainda sem anúncio oficial, mas já tratado por lideranças como opção competitiva.

 

A Câmara Municipal de Aracaju, mais uma vez, aparece como protagonista do processo eleitoral ao colocar vários vereadores no radar de 2026, seja para a Alese, Câmara Federal ou até o Senado. O movimento amplia o embate, mexe com estruturas tradicionais e promete uma das disputas mais ideologizadas dos últimos anos em Sergipe.

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