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Valmir endurece, isola Marcos Oliveira e redesenha o tabuleiro de 2026 em Itabaiana
Declarações do prefeito expõem ruptura silenciosa, tiram o deputado estadual do jogo da reeleição e abrem disputa interna por seu apoio no agrupamento republicano
Por André Morais
Publicado em 28/01/2026 11:49
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No início de 2025, o prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho (Republicanos), confirmou que o deputado estadual Marcos Oliveira não buscará a reeleição na Alese. Na prática, o gesto sela o afastamento político do parlamentar, que passa a ser tratado como carta fora do baralho do bloco para as eleições de 2026.

Em entrevista recente a uma rádio local, Valmir foi direto ao comentar, sem citar nomes, sua visão sobre o fazer político. “As pessoas não podem brincar de fazer política. Eu não brinco de fazer política”, afirmou. Provocado sobre se Marcos estaria “brincando de fazer política”, o prefeito endureceu o tom: “Política é estar ao lado do povo, é estar diariamente conversando com o povo, para dar sim ou para dar não. Eu nunca dei sim para todo mundo. Se não estiver ouvindo o povo, não vai”.

Nos bastidores, as informações já apontam que a insatisfação de Valmir com movimentos internos e com a atuação política de Marcos foi decisiva para a retirada do apoio à tentativa de reeleição. O desgaste teria se acumulado ao longo do mandato, até se tornar irreversível dentro do agrupamento.

O recado, porém, vai além do caso individual. Marcos já vinha sendo alertado de que poderia perder espaço diante da pulverização de nomes que passaram a disputar diretamente a atenção e o aval político do prefeito de Itabaiana, hoje um dos principais polos de influência no cenário estadual.

Com o vácuo aberto, o tabuleiro se movimenta. Em Itabaiana, já se articulam Zominho (PL), Ninho de Vardo da Lotérica, Carlos Eloy e Adailton Sousa (Podemos) — este último ainda avaliando a possibilidade de recuar da disputa pelo Senado para fortalecer outro projeto eleitoral.

 

A fala de Valmir, mais do que um recado pessoal, soa como uma advertência coletiva: em Itabaiana, não há espaço para projetos desconectados da base. Quem não estiver no corpo a corpo com o povo, simplesmente sai do jogo.

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