A Prefeitura de Riachão do Dantas passou a ser alvo de questionamentos após denúncias sobre possíveis irregularidades na contratação de atrações musicais para o Réveillon do Povoado Tanque Novo. Os valores pagos aos artistas chamaram atenção pela diferença expressiva em relação aos cachês praticados no mercado privado, levantando dúvidas sobre a legalidade e a razoabilidade dos gastos com recursos públicos.
De acordo com informações divulgadas pelo jornalista Luiz Carlos Focca, a produção do cantor Cássio Júnior informou, por meio de mensagens de WhatsApp, que o cachê para apresentações particulares é de R$ 3 mil. No entanto, documentos apontam que a Prefeitura de Riachão do Dantas teria pago cerca de R$ 55 mil pelo show realizado durante o réveillon.
Situação semelhante envolve o cantor Eve Sandes. Segundo a produção do artista, o cachê para eventos privados, com banda completa, é de aproximadamente R$ 19 mil. Já o valor pago pelo município teria chegado a R$ 100 mil.
A discrepância entre os preços praticados no mercado e os valores desembolsados pela gestão municipal não veio acompanhada de explicações técnicas, planilhas de custos ou justificativas públicas que esclareçam os critérios utilizados nas contratações. Para o jornalista, o caso vai além de uma simples diferença contratual e expõe decisões administrativas que impactam diretamente o uso do dinheiro público.
“Quando um cachê de R$ 3 mil vira R$ 55 mil e outro de R$ 19 mil salta para R$ 100 mil, alguém precisa explicar quem ganhou com isso”, afirmou Focca.
Ainda segundo ele, a situação exige atenção dos órgãos de controle. A expectativa é que o Tribunal de Contas do Estado e o Ministério Público analisem os contratos firmados pela Prefeitura de Riachão do Dantas para verificar se houve sobrepreço, favorecimento ou outras irregularidades.
Até o momento, a gestão municipal não apresentou nota oficial explicando os valores pagos ou os critérios utilizados para a contratação das atrações do Réveillon do Povoado Tanque Novo.
Vídeo: Reprodução / @luizcarlosfocca.
Fonte: @luizcarlosfocca