Pré-candidato ao Senado nas eleições de 2026, Edvaldo Nogueira (PDT) tem adotado como uma de suas principais estratégias o uso recorrente dos tropeços da gestão da prefeita Emília Corrêa (Republicanos) para relembrar e exaltar os feitos de sua própria administração, que se estendeu por quatro mandatos à frente da Prefeitura de Aracaju, maior colégio eleitoral do estado.
Na situação mais recente, ele utilizou as redes sociais para provocar a atual gestão após a divulgação do rebaixamento da capital para a nota C na avaliação da Capacidade de Pagamento (CAPAG), índice do Tesouro Nacional que mede a saúde fiscal dos entes públicos. O ex-prefeito afirmou que a administração atual alcançou “a pior nota da história” e chegou a comparar o cenário com gestões anteriores, insinuando que nem períodos de maior crise teriam registrado desempenho semelhante.
Na mesma publicação, Edvaldo reforçou sua narrativa ao afirmar que deixou a prefeitura com nota A+, destacando que, segundo ele, a organização fiscal de sua gestão garantiu acesso a cerca de R$ 300 milhões em financiamentos junto ao BID e mais de R$ 500 milhões com o Banco dos BRICS, além de um suposto caixa de R$ 600 milhões ao final de 2024.
A resposta da gestão municipal veio por meio de nota da Secretaria Municipal da Fazenda, que apontou omissões no discurso do ex-prefeito. De acordo com a pasta, o rebaixamento para a nota C decorreu exclusivamente do indicador de liquidez, impactado pelo pagamento de despesas de exercícios anteriores herdadas da gestão passada, que somaram mais de R$ 107 milhões. A secretaria também lembrou que, ainda durante o governo Edvaldo, a avaliação da CAPAG chegou a ser rebaixada para B, além de destacar o peso dos chamados “restos a pagar” deixados como passivo financeiro.