Na história recente da política sergipana, a corrida pela Câmara Federal aponta para um cenário de forte polarização, com nomes da direita, do centro e da esquerda disputando voto a voto as oito cadeiras do estado. O cenário reúne personagens que tendem a protagonizar um embate de caráter claramente ideológico.
No campo conservador, a vereadora Moana Valadares desponta como um dos nomes mais competitivos para a disputa. Filiada ao PL e com pré-candidatura já confirmada, ela conta ainda com o respaldo político do esposo, o deputado federal e pré-candidato ao Senado Rodrigo Valadares. A construção da chapa, até o momento, vem sendo focada prioritariamente na eleição de Moana, sem outro nome com potencial suficiente para indicar chances reais de eleger dois federais.
Outro nome da direita que chega com força é André David, do Republicanos, que aposta no reconhecimento obtido na área da Segurança Pública, tanto no Estado quanto, recentemente, no município, como principal trunfo eleitoral.
Completa esse bloco Capitão Samuel, atualmente no União Brasil, que tenta retomar espaço em Brasília após ter assumido momentaneamente uma cadeira na Câmara. Primeiro suplente em 2022, quando obteve mais de 38 mil votos, Samuel também lidera o projeto Batalhão da Restauração e tem feito movimentos intensos nos bastidores, inclusive com a possibilidade de migração para o MDB, onde poderia encontrar um ambiente mais favorável.
No campo da esquerda, João Daniel enfrenta um cenário mais complexo do que em eleições anteriores. Embora mantenha um mandato marcado pela coerência ideológica e pela forte ligação com movimentos sociais, sindicatos e a agricultura familiar, o parlamentar passa a dividir espaço político com Márcio, o que tende a redesenhar a correlação de forças dentro do campo progressista.