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Caminhão roubado cruza fronteiras e expõe suspeita de rede criminosa interestadual
Veículo levado após sequestro em Alagoinhas (Bahia) é encontrado em chácara no município de Lagarto (Sergipe) e levanta questionamentos sobre possível esquema organizado de roubo de cargas
Por André Morais
Publicado em 18/02/2026 22:50
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O sequestro de um caminhoneiro e a recuperação de um caminhão roubado em outro estado reacendem o debate sobre a fragilidade da segurança nas rodovias do Nordeste e a possível atuação de quadrilhas especializadas em roubo de cargas.

O motorista, conhecido como Sr. Lino, foi sequestrado na última sexta-feira (13) em Alagoinhas, na Bahia. Horas depois, ele foi encontrado no distrito de Lustosa, após ser liberado pelos criminosos. Apesar do alívio pelo retorno com vida da vítima, o caso rapidamente ganhou contornos mais amplos.

Durante as diligências, o caminhão foi localizado já em território sergipano, em uma chácara situada no município de Lagarto Sergipe. A propriedade pertence ao empresário Elivânio Moura, que foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos sobre como o veículo foi parar no local. Até o momento, não há divulgação de acusação formal contra o proprietário, e o caso segue sob investigação.

A situação, no entanto, levanta questionamentos inevitáveis: como um caminhão roubado atravessa divisas estaduais sem ser interceptado? Há indícios de uma rede estruturada atuando entre Bahia e Sergipe? O possível envolvimento com roubo de cargas amplia ainda mais a gravidade do episódio.

Especialistas em segurança pública apontam que o roubo de cargas é uma prática altamente organizada, que depende de logística, receptadores e locais estratégicos para ocultação dos veículos. A localização do caminhão em uma propriedade privada reforça a suspeita de que o crime pode ir além de uma ação isolada.

Enquanto as autoridades aprofundam as investigações para identificar todos os envolvidos e esclarecer as circunstâncias do crime, a população cobra respostas. O caso não é apenas mais um registro policial ele expõe vulnerabilidades estruturais e a necessidade urgente de integração mais eficaz entre forças de segurança estaduais.

 

Até que todos os fatos sejam esclarecidos, permanecem as perguntas: trata-se de um episódio pontual ou da ponta de um esquema maior operando nas sombras das rodovias nordestinas?

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