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Disputa antecipada expõe racha e jogo de forças na Câmara de Aracaju
Com apoio do atual presidente e articulações que envolvem ex-prefeito e governador, corrida pela Mesa Diretora já movimenta alianças e escancara bastidores do poder
Por André Morais
Publicado em 19/02/2026 12:28
Noticias

Apesar de ainda faltar tempo para a definição oficial da nova Mesa Diretora, a eleição da Câmara Municipal de Aracaju já se transformou em campo aberto de articulações, alianças estratégicas e movimentações que revelam um embate político muito maior do que parece.

De um lado, Nitinho Vitale (PSD) surge como o nome mais forte da disputa. Com histórico consolidado à frente do Legislativo e apoio declarado do atual presidente, Ricardo Vasconcelos (PSD), o vereador larga na frente com o respaldo da maior bancada e de uma estrutura partidária robusta.

Do outro, Isac Silveira (UB) tenta virar o jogo. Líder do governo Emília Corrêa na Casa, ele intensificou reuniões nos bastidores após a desistência do aliado Anderson de Tuca. A estratégia agora é ampliar o diálogo para além da base governista e buscar apoios onde antes havia resistência.

Isac já esteve reunido com o ex-prefeito Edvaldo Nogueira (PDT) e, mais recentemente, apareceu ao lado do governador Fábio Mitidieri (PSD), que mantém forte influência sobre parte significativa dos vereadores. A movimentação foi interpretada por aliados de Nitinho como tentativa clara de quebrar a hegemonia do PSD no comando do Legislativo.

Ricardo Vasconcelos, que deve deixar a presidência para disputar as eleições de 2026 como pré-candidato a primeiro suplente, não escondeu sua preferência: declarou apoio público a Nitinho. Nos corredores da Câmara, o gesto é visto como retribuição política e também como tentativa de manter o grupo no controle da Casa.

Enquanto isso, a pergunta que ecoa nos bastidores é: a eleição será apenas uma recondução previsível ou haverá reviravolta?

 

Com forças externas entrando no jogo e a base governista dividida, a disputa pela presidência da Câmara já ultrapassa o campo administrativo e ganha contornos de teste de poder para 2026. O que está em jogo não é apenas o comando do Legislativo, mas o redesenho das alianças políticas da capital.

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