A nomeação da ex-prefeita de Riachão do Dantas, Simone Andrade, para o cargo em comissão de Gerente III na Unidade Regional da Emdagro de Lagarto tem gerado questionamentos nos bastidores políticos e entre servidores do órgão. Desde 04 de fevereiro de 2025 oficialmente lotada na unidade, Simone é alvo de críticas por suposta ausência frequente no local de trabalho.
Relatos de pessoas que atuam ou circulam diariamente pela repartição apontam que a presença dela na unidade seria incomum. Enquanto isso, sua participação constante em eventos, reuniões e articulações políticas em Riachão do Dantas tem sido registrada em agendas públicas e redes sociais, o que levanta dúvidas sobre o cumprimento efetivo das atribuições do cargo em Lagarto.
O posto de Gerente III é de natureza comissionada, remunerado com recursos públicos e exige dedicação administrativa, coordenação de atividades e acompanhamento presencial das demandas regionais. Diante dos relatos, surgem questionamentos: quem estaria executando as funções do cargo? Existe controle formal de frequência e comprovação do exercício das atividades?
A situação ganha contornos ainda mais delicados por envolver uma liderança política com atuação ativa em outro município. Caso seja comprovada eventual incompatibilidade entre a função exercida e a rotina política fora da cidade onde está lotada, especialistas apontam que pode haver indícios de desvio de finalidade ou afronta aos princípios da moralidade e eficiência na administração pública.
Até o momento, nem Simone Andrade nem a direção estadual da Emdagro se manifestaram publicamente sobre os questionamentos. O espaço segue aberto para esclarecimentos.