A oposição vive um momento de tensão após André David afirmar, nos bastidores, que poderá deixar o grupo liderado por Emília Correia caso o senador Alexandro Vieira seja oficialmente integrado ao bloco. A declaração, considerada por aliados como “inegociável”, acendeu o alerta sobre uma possível ruptura interna.
Segundo interlocutores próximos, André David avalia que a entrada do senador mudaria o eixo estratégico da oposição e enfraqueceria compromissos previamente estabelecidos. “Se for depender de André David, Alessandro não seria bem-vindo na oposição”, confidenciou uma fonte ligada ao grupo, evidenciando o nível do impasse.
A possível adesão do senador é vista por parte da oposição como um movimento estratégico para ampliar capital político e fortalecer o discurso contra a base governista. No entanto, críticos internos argumentam que a aproximação pode gerar conflitos de protagonismo e divergências ideológicas difíceis de contornar.
Emília Correia, que tenta manter o grupo coeso, enfrenta agora o desafio de equilibrar interesses distintos sem comprometer a unidade do bloco. Aliados defendem diálogo e cautela, mas reconhecem que a situação exige uma definição rápida para evitar desgaste público.
Nos bastidores, o clima é de expectativa. Caso André David cumpra a ameaça, a oposição pode sofrer uma baixa significativa e abrir espaço para uma reconfiguração das forças políticas. Por outro lado, barrar a entrada do senador pode sinalizar fragilidade e falta de articulação.
A crise escancara um dilema clássico da política: ampliar alianças para ganhar força ou preservar a identidade do grupo a qualquer custo. O desfecho dessa disputa promete impactar diretamente os próximos movimentos do cenário eleitoral.