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Vitória fora de casa levanta debate: atleta sergipana conquista título absoluto e reacende discussão sobre apoio ao jiu-jitsu feminino
Campeã no Salvador Fall International Open 2026, lutadora da equipe Kactus Márcio Andrade mostra força das mulheres no tatame, mas vitória também expõe a falta de incentivo e visibilidade para atletas da região.
Por André Morais
Publicado em 23/03/2026 09:05 • Atualizado 23/03/2026 09:08
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A conquista da atleta @larysouuzbjj, da equipe @kactusmarcioandrade, no Salvador Fall International Open 2026 – IBJJF Jiu-Jitsu Championship, realizado no Ginásio Poliesportivo, não foi apenas mais um título no currículo. A vitória no Absoluto Adulto/Master Feminino Faixa Marrom/Preta também reacendeu um debate antigo no meio esportivo: o pouco apoio que atletas femininas do jiu-jitsu ainda recebem, mesmo quando alcançam resultados expressivos.

No tatame, Lary mostrou técnica, preparo e determinação para superar adversárias e conquistar o lugar mais alto do pódio. A performance chamou atenção não apenas pela conquista em si, mas pelo peso da categoria absoluto, considerada uma das mais desafiadoras do campeonato.

 

Entretanto, enquanto a atleta celebra o título, cresce entre praticantes e apoiadores do esporte a discussão sobre a falta de incentivo financeiro, patrocínio e visibilidade para mulheres no jiu-jitsu, principalmente fora dos grandes centros.

Para muitos, a vitória representa mais do que uma medalha: é um símbolo de resistência e protagonismo feminino em um esporte historicamente dominado por homens.

Nas redes sociais, apoiadores destacaram que conquistas como essa deveriam receber maior reconhecimento e incentivo, não apenas da comunidade esportiva, mas também de instituições e patrocinadores.

 

Entre aplausos e questionamentos, uma coisa é certa: o desempenho de Lary Souza reforça que o jiu-jitsu feminino segue crescendo e ocupando espaço dentro e fora dos tatames.

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