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Deputada Katarina Feitoza defende redução da jornada de trabalho e fim da escala 6x1
Parlamentar afirma que modelo atual provoca desgaste físico e mental e defende equilíbrio entre proteção ao trabalhador e sustentabilidade das empresas
Por André Morais
Publicado em 31/03/2026 09:40
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A deputada federal Katarina Feitoza (PSD) se posicionou nesta semana a favor da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6x1, tema que tem ganhado força no debate nacional e deve avançar no Congresso nas próximas semanas.

Para a parlamentar, o modelo atual ainda pesa sobre milhões de brasileiros. “Trabalhar seis dias para folgar um. Esse ainda é um modelo de trabalho de milhões de brasileiros”, afirmou.

Ao abordar os impactos da jornada extensa, Katarina destacou o desgaste físico e emocional enfrentado pelos trabalhadores. “Cansaço acumulado, queda de produtividade, adoecimento físico e mental, falta de tempo, para cuidar da saúde, para estudar, tempo com a família”, pontuou.

Na avaliação da deputada, reduzir a jornada sem diminuir salários pode ser um caminho para reequilibrar a vida profissional e pessoal. “Reduzir a jornada de trabalho sem redução de salário, parece uma boa ideia, não é não?”, disse.

Apesar de defender a mudança, Katarina reconheceu que o tema está longe de ser consenso e exige cautela. “Não é um debate nada simples”, ponderou, ao citar preocupações levantadas por setores econômicos sobre aumento de custos, impacto nos preços e necessidade de novas contratações para manter a produção.

A discussão gira em torno de propostas que tramitam no Congresso, como a PEC 8/25, apresentada pela deputada Erika Hilton, e a PEC 221/19, de autoria do deputado Reginaldo Lopes, que tratam da redução da jornada e do fim da escala 6x1.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou que pretende levar o tema ao plenário ainda no mês de maio. Ele também defendeu mais tempo para lazer, saúde e convivência familiar, mas ressaltou a importância de ouvir o setor produtivo para evitar impactos negativos na economia.

Katarina segue na mesma linha de equilíbrio. “O desafio aqui é encontrar o equilíbrio entre proteger o trabalhador sem gerar desemprego,  e modernizar as relações de trabalho sem inviabilizar as empresas”, destacou.

 
 
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