Offline
Chuvas e calor elevam risco de infestação do Aedes aegypti em Sergipe
Por André Morais
Publicado em 13/04/2026 08:51
Noticias

A combinação entre chuva e altas temperaturas acende um alerta para a proliferação do mosquito Aedes aegypti. Isso pode criar um cenário ideal para o acúmulo de água parada e o desenvolvimento de larvas, favorecendo a transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), os dados do segundo Levantamento Rápido de Índice de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) de 2026 acendem um sinal de atenção: seis municípios sergipanos apresentaram alto risco de infestação, enquanto 45 estão em médio risco e 24 em baixo risco. Entre os que registraram os índices mais elevados estão Areia Branca (6,2), Japoatã (6,1), Simão Dias (6,1), Tomar do Geru (5,3), Itabaiana (4,8) e Nossa Senhora da Glória (4,8). O estudo considera índice satisfatório de 0 a 0,9; médio de 1,0 a 3,9; e alto risco acima de 4.

Cuidados

A principal orientação das autoridades de saúde é que a população mantenha cuidados contínuos dentro de casa e nos arredores. Pequenos recipientes que acumulam água são os principais criadouros do mosquito. “É importante ter atenção com vasos de plantas, garrafas, pneus e qualquer objeto que possa acumular água. O mosquito precisa de uma quantidade mínima para depositar seus ovos. O armazenamento de água deve ser feito de forma adequada, com recipientes sempre vedados. Armazenar água não é errado, mas é preciso garantir que esses depósitos estejam tampados ou protegidos com telas”, orienta a gerente.

Outro ponto de atenção é o descarte irregular de lixo, que pode contribuir para a formação de criadouros, especialmente em terrenos baldios.

Vacina

Além das medidas preventivas, a vacinação contra a dengue vem se consolidando como uma importante estratégia para reduzir casos graves e óbitos pela doença. A gerente de Endemias da SES destaca que a imunização representa um avanço significativo no enfrentamento das arboviroses no país. “A vacina foi uma conquista muito importante para a saúde pública, especialmente diante do histórico de epidemias de dengue no Brasil. Ela ajuda a proteger contra formas mais graves da doença, reduzindo o risco de complicações e mortes”, afirma.

Apesar disso, ela ressalta que a vacinação ainda não está disponível para toda a população, sendo direcionada a públicos específicos definidos pelo Ministério da Saúde. Por isso, alerta que a imunização não substitui os cuidados diários. “Mesmo quem já tomou a vacina precisa continuar eliminando focos do mosquito. E quem ainda não se vacinou deve redobrar a atenção, porque continua vulnerável ao vírus”, reforça.

A orientação das autoridades de saúde é que a população elegível procure os postos de vacinação e mantenha o esquema vacinal em dia. Ainda assim, o combate ao mosquito Aedes aegypti segue sendo a principal forma de prevenção coletiva.

Sintomas

As arboviroses transmitidas pelo mosquito, como dengue, zika e chikungunya, podem apresentar sintomas semelhantes, como febre, dor de cabeça e dores no corpo. No caso da dengue, o risco de agravamento é maior e pode evoluir rapidamente. “A dengue pode levar ao óbito em menos de 24 horas, dependendo da gravidade. Por isso, é fundamental procurar uma unidade de saúde ao apresentar sintomas e evitar a automedicação”, reforça Sidney.

A recomendação é buscar atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para avaliação adequada. Medicamentos como anti-inflamatórios e aqueles à base de ácido acetilsalicílico devem ser evitados, pois podem aumentar o risco de complicações.

Comentários