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Pressão nos bastidores: assessor de prefeito cria grupo para impulsionar imagem nas redes
Denúncias apontam orientação a servidores para compartilhar conteúdos favoráveis ao gestor, levantando debate sobre uso da máquina pública e limites éticos na comunicação
Por André Morais
Publicado em 03/05/2026 14:14 • Atualizado 03/05/2026 14:36
Noticias

Na última semana, uma pesquisa apontou baixa avaliação do prefeito de Simão Dias, Cristiano Viana. Pouco depois da divulgação, páginas e perfis ligados ao grupo político do gestor passaram a intensificar a publicação de conteúdos positivos, em uma aparente estratégia de reação à opinião pública.

No centro da polêmica, estão prints e áudios atribuídos a um assessor próximo ao prefeito, nos quais servidores municipais seriam orientados a compartilhar e comentar publicações favoráveis à gestão. O material indica uma mobilização organizada para ampliar o alcance de conteúdos institucionais e políticos nas redes sociais.

Em uma das mensagens, o assessor é direto:
“Precisamos espalhar o máximo nas redes, meus amigos. Vamos nessa!” 

A repercussão foi imediata. Entre servidores e moradores, surgiram questionamentos sobre possível pressão interna e o uso da estrutura pública para fins de promoção política. Especialistas destacam que, independentemente do vínculo com a administração seja efetivo, contratado ou comissionado , servidores não têm obrigação de divulgar conteúdos políticos em seus perfis pessoais.

O episódio reacende uma discussão recorrente no meio político: até que ponto ações de comunicação institucional podem se confundir com promoção pessoal? Para críticos, casos como esse colocam em xeque a linha tênue entre estratégia de imagem e uso indevido da máquina pública.

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