Na última semana, uma pesquisa apontou baixa avaliação do prefeito de Simão Dias, Cristiano Viana. Pouco depois da divulgação, páginas e perfis ligados ao grupo político do gestor passaram a intensificar a publicação de conteúdos positivos, em uma aparente estratégia de reação à opinião pública.
No centro da polêmica, estão prints e áudios atribuídos a um assessor próximo ao prefeito, nos quais servidores municipais seriam orientados a compartilhar e comentar publicações favoráveis à gestão. O material indica uma mobilização organizada para ampliar o alcance de conteúdos institucionais e políticos nas redes sociais.
Em uma das mensagens, o assessor é direto:
“Precisamos espalhar o máximo nas redes, meus amigos. Vamos nessa!”
A repercussão foi imediata. Entre servidores e moradores, surgiram questionamentos sobre possível pressão interna e o uso da estrutura pública para fins de promoção política. Especialistas destacam que, independentemente do vínculo com a administração seja efetivo, contratado ou comissionado , servidores não têm obrigação de divulgar conteúdos políticos em seus perfis pessoais.
O episódio reacende uma discussão recorrente no meio político: até que ponto ações de comunicação institucional podem se confundir com promoção pessoal? Para críticos, casos como esse colocam em xeque a linha tênue entre estratégia de imagem e uso indevido da máquina pública.