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Aliados de Emília Corrêa esfriam apoio a Valmir de Francisquinho e ampliam dúvidas sobre projeto para 2026
Movimentações internas do grupo indicam priorização de outros nomes do Republicanos, enquanto bastidores revelam falta de engajamento na pré-campanha ao Governo
Por André Morais
Publicado em 13/05/2026 11:48
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Cresce cada vez mais a percepção, dentro da classe política sergipana, de que os aliados mais próximos e leais à prefeita de Aracaju, Emília Corrêa (Republicanos), não estão efetivamente engajados na pré-candidatura de Valmir de Francisquinho (Republicanos) ao Governo do Estado. Nos bastidores, a avaliação é de que há um esforço aquém do necessário, com sinais claros de “corpo mole” na condução da pré-campanha.

A falta de intensidade contrasta com a necessidade de consolidar o nome do ex-prefeito de Itabaiana como uma candidatura competitiva para 2026. Para interlocutores do meio político, o cenário atual ainda está distante de demonstrar viabilidade eleitoral concreta.

Relatos de bastidores apontam que o foco de parte significativa do grupo estaria direcionado para outros projetos. O nome de Eduardo Amorim (Republicanos) aparece como prioridade para a disputa ao Senado, enquanto André David (Republicanos) desponta como o principal nome incentivado por Emília dentro do grupo. A leitura predominante é de que André reúne hoje melhores condições de competitividade, percepção reforçada por levantamentos recentes de opinião pública.

Internamente, o comportamento do grupo também é explicado por uma lógica estratégica. Uma eventual vitória de Valmir em 2026, ainda considerada improvável por analistas políticos, poderia comprometer os planos futuros da própria Emília Corrêa. Isso porque abriria caminho para uma reeleição natural do governador em 2030, adiando qualquer projeto majoritário da prefeita para um horizonte mais distante.

Nesse contexto, ganha força a interpretação de que Emília tem buscado consolidar sua liderança dentro do grupo político. Mesmo sem ser candidata ao Governo neste momento, é ela quem ocupa os principais espaços midiáticos, articula alianças e se mantém no centro das decisões estratégicas.

O movimento já é visto por aliados e adversários como parte de um projeto político de longo prazo, mirando não apenas as eleições municipais de 2028, mas principalmente o cenário estadual de 2030.

 

Assim, o que se observa até aqui é um descompasso entre o discurso público e a prática nos bastidores. Enquanto a pré-candidatura de Valmir é mantida formalmente, o nível de engajamento real de figuras centrais do grupo segue sendo motivo de questionamento alimentando dúvidas sobre a solidez e o futuro do projeto político do Republicanos em Sergipe.

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