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Mistério, álcool e morte: policial diz não lembrar como colegas foram executados em Alagoas
Agente transferido para Maceió fará exames psicológicos enquanto investigação tenta esclarecer o que aconteceu após jantar entre amigos no Sertão
Por André Morais
Publicado em 21/05/2026 09:46
Noticias

O caso que chocou as forças de segurança de Sergipe, Pernambuco e Alagoas ganhou novos capítulos nesta semana. Gildate Góes, policial civil apontado como autor dos disparos que mataram os colegas de corporação Yago Gomes, de 33 anos, natural de Sergipe, e Denivaldo Jardel, pernambucano, foi transferido para Maceió, onde ficará à disposição da Justiça e passará por exames psicológicos.

Segundo a Polícia Civil de Alagoas, os três policiais mantinham uma relação próxima de amizade e não havia qualquer histórico de desentendimento entre eles. Na noite da tragédia, o trio teria saído para jantar em Piranhas, onde consumiram bebidas alcoólicas antes de seguirem viagem.

O que mais intriga os investigadores é o relato apresentado pelo suspeito. Em depoimento, Gildate afirmou não lembrar do momento em que os disparos aconteceram. Ele disse apenas recordar que entregou a direção da viatura ao sergipano Yago Gomes e foi para o banco traseiro descansar.

A partir daí, segundo o policial, tudo ficou “apagado”. Ele declarou que só voltou a ter consciência já fora do veículo, caminhando pelas ruas de Delmiro Gouveia, cidade onde o crime ocorreu.

A versão apresentada levantou questionamentos e aumentou ainda mais o mistério em torno do caso. Como dois policiais experientes foram mortos dentro da própria viatura? O que teria provocado o surto ou motivado os disparos? Teria ocorrido uma discussão antes do crime? Ou o consumo de álcool pode ter influenciado diretamente no comportamento do suspeito?

 

Enquanto familiares das vítimas cobram respostas rápidas, a investigação segue tentando reconstruir os últimos momentos do trio antes da execução que abalou a segurança pública nordestina.

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