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Povos tradicionais de matriz africana colocam Fábio Mitidieri diante de uma pauta que vai além do discurso
Diálogo com o governador abre espaço para cobranças, compromissos e pressão por políticas públicas de igualdade racial em Sergipe
Por André Morais
Publicado em 08/08/2026 13:11 • Atualizado 08/08/2026 13:12
Noticias

O encontro desta sexta-feira colocou sobre a mesa uma pauta que historicamente provoca debates e exige respostas concretas: a garantia de direitos e o fortalecimento dos povos tradicionais de matriz africana em Sergipe.

Durante o diálogo com o governador Fábio Mitidieri, representantes dos povos tradicionais apresentaram uma agenda política que vai muito além de uma simples conversa institucional. A mensagem foi direta: reconhecimento, respeito e políticas públicas precisam sair do discurso e se transformar em ações permanentes.

Entre as iniciativas citadas está a criação da Coordenadoria de Promoção da Igualdade Racial, além do fortalecimento dos Conselhos de Promoção da Igualdade Racial e do apoio a iniciativas ligadas à valorização da cultura e da ancestralidade africana, como a caminhada para Oxalá.

Mas o encontro também teve um componente político importante.

A pauta apresentada ao governador busca ampliar a participação dos povos tradicionais nas decisões do Estado e cobrar compromissos capazes de produzir resultados concretos para a população negra e para as comunidades tradicionais de matriz africana.

Durante a reunião, Fábio Mitidieri recebeu ainda o convite para participar do 2º Encontro Estadual da REMA, ocasião em que deverá ser apresentada a Carta de Compromisso e o Pacto Estadual de Promoção da Igualdade Racial.

E é justamente aí que está o ponto mais sensível da discussão: o compromisso será apenas uma assinatura ou vai representar uma mudança efetiva na construção das políticas públicas de igualdade racial em Sergipe?

A expectativa dos representantes dos povos tradicionais é que o pacto não fique restrito ao papel. A cobrança é para que ele se transforme em orçamento, projetos, participação social e políticas capazes de enfrentar o racismo e garantir direitos às comunidades tradicionais.

O encontro, portanto, não foi apenas uma fotografia política.

Foi um recado.

Os povos tradicionais de matriz africana querem ser ouvidos, respeitados e, principalmente, participar das decisões que definem seus próprios caminhos.

Agora, a expectativa é acompanhar os próximos passos e verificar se os compromissos assumidos sairão da mesa de reunião para chegar efetivamente às comunidades.

Axé e paz.

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