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Operação Pecúnia mira contratos da Prefeitura de Aracaju e cumpre buscas na sede do município
Cinco mandados de busca e apreensão foram cumpridos nesta sexta-feira (18) em Aracaju e Salgado, em uma investigação que coloca contratos públicos e processos de contratação da Prefeitura de Aracaju no centro das apurações da Polícia Civil de Sergipe. A própria sede da Prefeitura da capital foi alvo da operação.
Por André Morais
Publicado em 18/09/2026 09:16
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Batizada de Operação Pecúnia, a ação investiga suspeitas de fraudes e irregularidades em processos licitatórios e contratos administrativos. A investigação teve início em junho deste ano, após a apreensão de R$ 240 mil em espécie com um gestor público municipal. 

Segundo a Polícia Civil, as análises de documentos e dados telemáticos identificaram contratos que teriam sido firmados diretamente, sem a realização do devido procedimento licitatório. Entre os contratos sob análise está um negócio de R$ 1.730.631,50, assinado em 23 de junho de 2026, poucas horas antes da apreensão do dinheiro.

R$ 23,3 milhões em contratos

Outro ponto que chama atenção na investigação é o volume de recursos movimentado pela empresa investigada junto ao poder público entre 2017 e 2026.

De acordo com a Polícia Civil, foram identificados R$ 23.342.601,16 em contratos públicos no período. Desse total, R$ 19.693.358,45, o equivalente a 84,14%, correspondem a contratos com a Secretaria Municipal da Educação de Aracaju (Semed). 

A investigação aponta ainda um crescimento considerado atípico e expressivo no volume de contratações durante a atual gestão municipal.

Prefeitura é alvo de busca

A presença da sede da Prefeitura de Aracaju entre os locais submetidos às buscas aumenta a repercussão da operação e coloca sob análise documentos e informações relacionados aos contratos investigados.

Apesar da dimensão da operação, as investigações ainda estão em andamento. A Polícia Civil informou que os trabalhos periciais e investigativos continuam para esclarecer a origem dos recursos, a legalidade das contratações e eventual participação de agentes públicos ou particulares.

A operação é conduzida pelo Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), com apoio da Divisão de Inteligência e Planejamento Policial (Dipol), além da atuação do Departamento de Crimes Contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap) e da Divisão de Recuperação de Ativos (Recupera).

Até o momento, a operação trata de investigação em andamento, não significando condenação ou comprovação definitiva de irregularidades contra os envolvidos.

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