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João Eloy nega perseguição política e justifica retorno de André David à Polícia Civil por déficit de delegados
Secretário da Segurança Pública afirma que decisão foi técnica e que o Estado enfrenta falta de profissionais nas delegacias
Por André Morais
Publicado em 23/10/2026 10:23
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O secretário da Segurança Pública de Sergipe, João Eloy, comentou nesta sexta-feira, 23, a decisão de não ceder o delegado André David, ex-candidato ao Senado, para retornar à Prefeitura de Aracaju. Segundo o secretário, a medida está relacionada à falta de delegados na Polícia Civil e à necessidade de reforçar o efetivo nas delegacias do estado.

Durante entrevista, João Eloy explicou que a Secretaria da Segurança Pública está buscando o retorno de delegados que atualmente estão à disposição de outros órgãos e secretarias. André David estava cedido à administração municipal da capital.

“Nós estamos com um déficit muito alto de delegados na Polícia Civil. Nós estamos procurando pegar os delegados que estão à disposição de outras secretarias, como o André estava à disposição da Prefeitura”, afirmou o secretário.

João Eloy também destacou que a falta de profissionais tem elevado os gastos com horas extras, utilizadas para suprir a carência de delegados nas unidades policiais.

“Hoje nós estamos gastando muito com o IFV, ou seja, com a hora extra, por falta de delegados”, acrescentou.

João Eloy descarta motivação política

Diante das especulações sobre uma possível motivação política na decisão, o secretário negou que a medida tenha relação com disputas partidárias ou posicionamentos políticos de André David.

“Não existe atitude política. Ele é político, mas eu sou técnico, o delegado-geral é técnico e a gente age de forma técnica”, declarou João Eloy.

A decisão ocorre em meio às discussões sobre o retorno de André David à estrutura da Prefeitura de Aracaju. De acordo com o secretário, a prioridade da pasta é recompor o efetivo da Polícia Civil e reduzir a necessidade de horas extras para manter o funcionamento das delegacias.

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