O delegado e ex-candidato ao Senado, André David, voltou a comentar a repercussão das investigações sobre suspeitas de corrupção envolvendo a Secretaria Municipal da Educação de Aracaju (SEMED) e sua cunhada, Kaynara Maia. Em declaração nesta sexta-feira, 23, ele afirmou que não se arrepende de ter se manifestado publicamente sobre o caso durante a campanha eleitoral.
Segundo André David, a decisão de falar foi motivada pela necessidade de defender sua imagem diante do eleitorado sergipano. O delegado argumentou que as suspeitas divulgadas durante o período eleitoral atingiram não apenas sua reputação, mas também sua família.
“Eu não me arrependo. Eu tinha que me posicionar porque o meu nome estava em jogo, né? E eu estava numa disputa eleitoral e tinha que mostrar para o eleitor, mostrar para o sergipano que eu era e sou inocente. Então, se eu ficasse calado, quem cala consente”, declarou.
“O único patrimônio que eu tenho é o meu nome”
Durante a entrevista, André David afirmou que se sentiu pessoalmente atingido pela associação de seu nome às suspeitas investigadas. Para ele, permanecer em silêncio diante das acusações poderia alimentar interpretações negativas em meio à disputa eleitoral.
“Da mesma forma que a minha manifestação desagradou, eu tenho certeza que desagradou, mas o fato em si, para eu me manifestar, também me feriu. Também me atingiu, atingiu minha família, atingiu a mim, a minha honra”, afirmou.
O delegado acrescentou que considera a preservação de sua reputação fundamental e que decidiu reagir publicamente para apresentar sua versão dos acontecimentos.
“Colocando meu nome como suspeita de corrupção, também me desagradou muito, me feriu muito, porque o único patrimônio que eu tenho é o meu nome. Eu tenho que zelar pelo meu nome. Se eu não lutar pelo meu nome, pela minha honra, é sinal de que tudo que estavam falando de mim era verdade e eu não podia, eu tinha que me defender”, acrescentou.
Dinheiro apreendido e suspeitas sob investigação
A declaração retoma os vídeos publicados por André David durante a campanha eleitoral, nos quais ele comentou as investigações e apresentou informações que, segundo sua versão, não estavam sendo divulgadas ao público.
Na ocasião, o delegado afirmou que os cerca de R$ 240 mil em dinheiro vivo apreendidos não teriam relação com a empresa MF Comércio, pertencente à sua cunhada, Kaynara Maia.
O caso ganhou repercussão por envolver suspeitas relacionadas à administração municipal e por ter sido abordado publicamente durante o período eleitoral.
As declarações de André David representam sua versão sobre os fatos. A existência de investigação ou a apreensão de dinheiro, por si só, não comprova a prática de crime. A apuração das suspeitas e a eventual responsabilização dos envolvidos dependem dos elementos reunidos pelas autoridades competentes e das decisões judiciais cabíveis.