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Elber Batalha questiona desapropriação de terreno para construção de novo cemitério no bairro Santo Antônio
Vereador afirma que área escolhida não fazia parte dos estudos anteriores e levanta questionamentos sobre acordo entre a Prefeitura de Aracaju e os proprietários do terreno.
Por André Morais
Publicado em 05/11/2026 10:01
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O vereador de Aracaju, Elber Batalha (PSB), participou, na noite desta quarta-feira, 4, de uma reunião com moradores do bairro Santo Antônio, que se mobilizaram contra a construção de um novo cemitério municipal na região. Durante o encontro, o parlamentar afirmou que a presença dos vereadores foi solicitada pela própria comunidade, que busca apoio diante da preocupação com o projeto.

Em sua fala, Elber questionou a escolha do terreno e afirmou que a área não estava entre as opções inicialmente consideradas pela Prefeitura de Aracaju.

“Os estudos desde 2006 indicavam outras seis áreas, dentre elas áreas públicas que não teriam custos para a Prefeitura e para os cofres públicos. E, do nada, na véspera de um feriadão, surge esse projeto mirabolante”, declarou.

O parlamentar também levantou questionamentos sobre o processo de desapropriação do terreno, apontando a possibilidade de que tenha ocorrido um acordo entre a prefeita Emília Corrêa e os proprietários da TV Atalaia.

Para Elber, a operação teria características de uma negociação de compra, e não de uma desapropriação por necessidade pública.

“Isso, na verdade, é uma venda mascarada de desapropriação. Desapropriação é quando você tem um projeto de passar uma avenida e tem uma casa no meio. O que eles fizeram foi um acordo”, afirmou.

O vereador ainda mencionou uma declaração atribuída ao proprietário da emissora, segundo a qual o terreno seria vendido a uma construtora, mas a negociação teria mudado após uma procura da Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb).

Na sequência, Elber, que também é defensor público, questionou os aspectos tributários envolvidos na operação e afirmou que a desapropriação possui vantagens fiscais para quem recebe a indenização.

“Ninguém é besta para cair numa enganação dessa. E Emília ainda quer posar de inocente dizendo que não é o que a gente está dizendo”, concluiu.

As declarações ampliam o debate sobre a construção do novo cemitério municipal e reforçam a mobilização dos moradores do bairro Santo Antônio, que cobram esclarecimentos sobre a escolha do terreno e os procedimentos adotados pela administração municipal.

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