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Embate político esquenta em Sergipe: promessa de reabrir matadouros vira alvo de acusações e troca de ataques
Prefeito de Tomar do Geru reage com dureza a Valmir de Francisquinho, cita investigações e questiona viabilidade da proposta defendida pelo pré-candidato ao Governo
Por André Morais
Publicado em 12/05/2026 12:58 • Atualizado 12/05/2026 13:05
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A promessa de Valmir de Francisquinho (Republicanos) de reabrir os matadouros fechados em Sergipe desencadeou um novo capítulo de tensão política no estado. O tema, que já é sensível por envolver questões sanitárias e decisões judiciais, ganhou tom ainda mais acirrado após reação pública do prefeito de Tomar do Geru, Jal Construções.

Durante entrevista, Jal não poupou críticas ao pré-candidato ao Governo e relembrou a Operação Abate Final, que resultou no fechamento de unidades consideradas irregulares. Em tom incisivo, o prefeito questionou a legitimidade de Valmir para tratar do assunto.

“O cara que responde a um processo por desvio de oito milhões e duzentos mil reais, não sou eu que falo, é o Ministério Público que fala”, disparou. Em seguida, reforçou que, diante do histórico envolvendo a operação, o adversário político deveria evitar o tema: “Quando falasse a palavra matadouro, eu ficaria quieto, calado e passaria longe”.

A declaração veio após Valmir voltar a defender publicamente a reabertura dos estabelecimentos interditados, argumentando em favor da atividade econômica local. Jal, no entanto, classificou a proposta como inviável e afrontosa às decisões dos órgãos de controle. “Quebrar determinação do Ministério Público Federal e Estadual é algo impossível”, afirmou.

A troca de farpas se intensificou quando Valmir reagiu, alegando ter sido inocentado em primeira instância e acusando o prefeito de alinhamento político com o governador Fábio Mitidieri. A resposta foi imediata e elevou ainda mais o tom do confronto: “Você foi condenado na segunda instância, no Tribunal de Justiça, por unanimidade”, rebateu Jal.

Além do embate político, o prefeito trouxe um elemento técnico ao debate ao destacar que, em Tomar do Geru, a reativação do antigo matadouro seria inviável por sua localização dentro da malha urbana fator que contraria normas sanitárias e urbanísticas.

O episódio evidencia o acirramento do cenário pré-eleitoral em Sergipe, onde propostas administrativas rapidamente se transformam em disputas públicas marcadas por acusações, versões conflitantes e forte polarização.

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